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Visão

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Paula Assucena, 39 anos, sempre viveu entre botões, tecidos e fitas, embora, assuma não perceber grande coisa de costura. A mãe costureira e o pai proprietário da Casa dos Fechos (antiga empresa de importação e exportação de fechos de correr) sempre a habituaram a viver entre linhas. Mas nunca pensou fazer disto um negócio. Até agora. Há cerca de três semanas, esta engenheira publicitária abriu uma retrosaria na Rua das Flores. «Tinha que ser aqui. Há muitas anos era aqui que as meninas vinham comprar o enxoval», justifica. «Fui-me apercebendo que havia muita procura para este tipo de negócio. Pelo saber fazer tricot, bordar, cozer.» Assim, nesta retrosaria encontra de tudo um pouco. Desde lãs, linhas, fitas de veludo, organza ou cetim, tecidos a metro, forros, linhas de bordar, de crochet, chitas de Alcobaça, botões e, naturalmente, fechos, de todos os tamanhos e cores. Sem esquecer uma secção dedicada à confeção para bebés. A loja «está organizada por cores para que seja mais fácil ao cliente encontrar o que pretende». Há ainda uma gama, desenvolvida em parceria com artesãs do Porto, com caixas de costura e sacos para guardar linhas e afins. Na montra não falta uma máquina de costura antiga, com a respetiva tesoura e metro de madeira. Um cadeirão, à entrada, convida a folhear uma das muitas revistas da especialidade. Sem medo de se espetar na agulha!